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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quem controla o mundo?

Será que um grupo sombrio de elitistas obscenamente ricos controla o mundo? Será que homens e mulheres com enormes quantidades de dinheiro realmente gerem o mundo na obscuridade? A resposta pode ser surpreendente. A maior parte de nós olha para o dinheiro como uma forma conveniente de levar a cabo transacções, mas a verdade é que ele também representa poder e controle. E actualmente nós vivemos num sistema neo-feudal, onde os super-ricos puxam todas as cordas.

Quando eu falo nos ultra-ricos, não estou a falar de pessoas que têm uns poucos milhões de dólares. Tal como se tornará visível mais adiante neste artigo, os ultra-ricos têm dinheiro suficiente localizado en bancos estrangeiros capaz de comprar todos os bens e serviços produzidos pelos Estados Unidos durante um ano inteiro, e ainda pagar toda a dívida externa nacional. Tal quantidade de dinheiro é tão grande que é incompreensível.

Dentro do sistema neo-feudal, todo o resto da população é escrava da dívida, incluindo os nossos governos. Olhem à vossa volta - todas as pessoas estão a afogar em  dívida e essa dívida está a fazer com que os super-ricos fiquem ainda mais ricos. Mas os super-ricos não ficam imobilizados sobre as suas fortunas; eles usam-na como forma de dominar os assuntos das nações. Os super-ricos são donos de virtualmente todos os bancos e todas as empresas de propaganda do planeta.

Eles usam a sua vasta rede de sociedades secretas, grupos de reflexão e organizações de caridade para avançar com a sua agenda e controlar os seus membros. Eles controlam a forma como olhamos para o mundo através da sua posse dos média e do seu domínio dos sistemas de ensino. Eles financiam as campanhas eleitorais da maior parte dos nossos políticos e exercem uma tremenda quantidade de influência sobre as organizações tais como as Nações Unidas, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio.

Quando recuamos um passo e olhamos para a imagem global, não restam dúvidas sobre quem manda no mundo. O que se passa é que a maior parte das pessoas não querem admitir a verdade.

Os ultra ricos não se dirigem ao banco local e depositam o seu dinheiro como eu e tu. Em vez disso, eles tendem a empilhar as suas posses em locais onde eles não serão taxados - tais como as Ilhas Caimão. Segundo uma notícia disponibilizada no ano passado, a elite global tem mais de 32 triliões de dólares colocados em bancos offshore por todo o mundo. O PIB dos Estados Unidos em 2011 era de cerca de 15 triliões de dólares, e a dívida nacional era de cerca de 16 triliões de dólares; portanto, pode-se somar as duas e mesmo assim, não chegaríamos aos 32 triliões de dólares.

E claro que isto nem leva em conta o dinheiro que acumulado em localizações que o estudo não levou em conta, como também não leva em consideração a riqueza que a elite global tem em activos tangíveis (tais como na imobiliária, metais valiosos, iates e assim por diante). De facto, a elite global amassou uma quantidade incrivel de dinheiro nestes tempos difíceis. As palavras que se seguem foram retiradas dum artigo do Huffington Post:

Os indivíduos ricos e as suas famílias têm à volta de 32 triliões de activos ocultos em paraísos fiscais offshore, o que, segundo a pesquisa publicada no Domingo, representa mais de $280 biliões de imposto de renda perdido. A pesquisa foi levada a cabo por James Henry (antigo economista-chefe e consultor da McKinsey & Co) que faz parte dum grupo de pressão com o nome de Tax Justice Network e que faz campanha contra os paraísos fiscais. Ele baseou as suas conclusões usando dados do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Nações Unidas e bancos centrais.

Mas como eu já disse, a elite global não se limita só ter muito dinheiro. Basicamente, eles são os donos de quase todos os grandes bancos e empresas de todo o planeta. Segundo um artigo fantástico do NewScientist, um estudo levado a cabo a 40,000 companhias transnacionais por parte do "Swiss Federal Institute of Technology" em Zurique, descobriu que um pequeno grupo de bancos e companhias predadoras gigantescas domina por completo o sistema económico mundial:
Uma análise da relação entre as 43,000 companhias transnacionais identificou um grupo relativamente pequeno de companhias, maioritariamente bancos, com um poder desproporcional na economia mundial.
Os pesquisadores descobriram que este grupo centralizado é composto por apenas 147 companhias coesas.
Quando a equipa desembaraçou ainda mais a teia dos proprietários, ela descobriu que a maior parte dela era rastreada de volta a uma "super-entidade" de 147, ou até mais, companhias coesas - e toda sua posse era mantida por outros membros da super-entidade - que controlava 40% do total da riqueza mundial. "De facto, menos de 1% de todas as companhias era capaz de controlar 40% de toda a rede," diz Glattfelder. A maior parte eram instituições financeiras e entre o top encontravam-se companhias tais como Barclays Bank, JPMorgan Chase & Co, e o The Goldman Sachs Group.
O que se segue é a lista dos primeiros 25 bancos e companhias que se encontram no centro desta "super-entidade". Vocês irão reconhecer muitos nomes da lista:
1.Barclays plc
2. Capital Group Companies Inc
3. FMR Corporation
4. AXA
5. State Street Corporation
6. JP Morgan Chase & Co
7. Legal & General Group plc
8. Vanguard Group Inc
9. UBS AG
10. Merrill Lynch & Co Inc
11. Wellington Management Co LLP
12. Deutsche Bank AG
13. Franklin Resources Inc
14. Credit Suisse Group
15. Walton Enterprises LLC
16. Bank of New York Mellon Corp
17. Natixis
18. Goldman Sachs Group Inc
19. T Rowe Price Group Inc
20. Legg Mason Inc
21. Morgan Stanley
22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
23. Northern Trust Corporation
24. Société Générale
25. Bank of America Corporation
A elite ultra-rica normalmente esconde-se por baixo de camadas e mais camadas de posse, mas a verdade é que, graças aos relacionamentos empresariais entrelaçados, a elite basicamente controla todas as companhias presentes na lista Fortune 500. A quantidade de poder e controle que isto lhes dá é difícil de descrever. Infelizmente, este mesmo grupo de pessoas já controla as coisas há já muito tempo. Por exemplo, em 1922 o então Mayor de Nova York, John F. Hylan disse o seguinte num discurso
A verdadeira ameaça à nossa República é o governo invisível, que como um polvo gigante espalha as suas pernas viscosas sobre todas as cidades, estados e nações. Para fugir um bocado às generalizações, deixem-me dizer que a cabeça deste polvo é composta pela Rockefeller-Standard Oil e por um pequeno grupo de banqueiros poderosos referidos como os banqueiros internacionais. Este pequeno circulo social de poderosos banqueiros internacionais virtualmente gere o governo dos Estados Unidos em prol dos seus interesses egoístas.

Eles practicamente controlam ambos os partidos, escrevem as plataformas políticas, manipulam os líderes políticos, usam os homens mais importantes das organizações privadas, e usam todos os engenhos possíveis para colocar na lista de nomeados para os mais elevados cargos públicos apenas os candidatos que serão submissos às exigências da corrupção do grande negócio.

Estes banqueiros internacionais e a Rockefeller-Standard Oil controlam a maior parte dos jornais e revistas neste país. Eles usam as colunas [editoriais] para submeter à força ou expulsar dos cargos públicos pessoas que se recusam a fazer o que este corrupto, exclusivo e poderoso grupo, que é o governo invisível, quer que eles façam. Ele opera sob a tela auto-criada, e tomam posse dos nossos directores, órgãos legislativos, tribunais, jornais e todas as agências criadas para a protecção do público.
Estes banqueiros internacionais criaram os bancos centrais do mundo (incluindo a Reserva Federal), e usam estes bancos centrais para fazer com que os governos mundiais fiquem presos a um ciclo infindável de dívida do qual não há escapatória. A dívida governamental é uma forma "legítima" de nos retirar o dinheiro, transferi-lo para o governo e posteriormente transferi-lo para os bolsos dos super-ricos.

Actualmente, Barack Obama e virtualmente todos os membros do congresso recusam-se a criticar o Fed [Reserva Federal], mas no passado existiram alguns corajosos membros do Congresso que se disponibilizaram a tomar uma posição. Por exemplo, a citação que se segue é dum discurso feito pelo Congressista Louis T. McFadden dado à Casa dos Representantes no dia 10 de Junho de 1932:

Senhor Presidente, nós temos neste país uma das mais corruptas instituições que o mundo alguma vez conheceu. Refiro-me ao Conselho da Reserva Federal e aos Bancos da Reserva Federal.

O Conselho da Reserva Federal, um conselho Governamental, já enganou o governo dos Estados Unidos e o povo dos Estados Unidos para além da quantidade de  dinheiro com o qual se poderia pagar a dívida nacional. As depredações e as iniquidades do Conselho da Reserva Federal já custaram a este país dinheiro suficiente para pagar várias vezes a dívida nacional.


Esta instituição maligna empobreceu e arruinou as pessoas dos Estados Unidos, entrou ela mesma na bancarrota, e virtualmente faliu o nosso Governo. E esta instituição fez isto através dos defeitos da lei sob a qual opera, através da má-administração da lei por parte do Conselho da Reserva Federal, e através das prácticas corruptas dos abutres endinheirados que a controlam.

Infelizmente, a maior parte dos americanos ainda acredita que a Reserva Federal é uma "agência federal", mas isso é simplesmente falso. O seguinte chega-nos da Factcheck.org:

Os accionistas dos 12 Bancos da Reserva Federal são bancos privados que se encontram sob o sistema da Reserva Federal. Entre estes incluem-se os bancos nacionais (fretados pelos Governo) e aqueles bancos fretados pelo governo que desejam associar-se e atingir certos requerimentos. Cerca de 38% dos mais de 8,0000 bancos nacionais são membros do sistema, e desde logo, são donos dos bancos da Reserva Federal.

Segundo os pesquisadores que olharam para a lista de donos dos grandes bancos de Wall Street que dominam a Reserva Federal, os mesmos nomes aparecem vez após vez: os Rockefellers, os Rothschilds, os Warburgs, os Lazards, os Schiffs e as famílias reais da Europa.

Mas os super-ricos não se limitaram a fazer isto só nos Estados Unidos. O seu propósito é criar um sistema financeiro global que eles irão dominar e controlar. Note-se no que Carroll Quigley, professor de História da Universidade de Georgetown, reportou:
[O]s poderosos do capitalismo financeiro tinham outro propósito de longo alcance: nada menos que a criação dum sistema mundial de controle financeiro possuído por entidades privadas, capazes de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo como um todo. Este sistema seria controlado duma forma feudalista pelos bancos centrais do mundo agindo em sintonia, por acordos secretos conseguidos em frequentes encontros e reuniões privadas. O ápice deste sistema seria controlado pelo "Bank for International Settlements" na Basileia, Suíça, sendo ele um banco privado possuído e controlado pelos bancos centrais do mundo que seriam também eles companhias privadas.
Infelizmente, a maior parte dos americanos nunca ouviu falar do "Bank for International Settlements" (BIS), mas ele encontra-se no coração do sistema financeiro mundial. O que se segue encontra-se na Wikipedia:
Como organização de bancos centrais, o BIS busca formas de fazer da política monetária algo mais previsível e mais transparente nos 58 bancos centrais que fazem parte dele. Embora a política monetária seja determinada por cada uma das nações soberanas, ela é sujeita ao escrutínio da banca central e privada, e  potencialmente à especulação que afecta as taxas de câmbio e, especialmente, ao destino das economias de exportação.

Falhas nos esforços de se manter a política monetária em linha com a realidade e a capacidade de fazer reformas monetárias a tempo, preferencialmente como política simultânea entre os 58 bancos membros, e envolvendo o Fundo Monetário Internacional, levaram historicamente à perda de milhares de milhões à medida que os bancos tentam manter a política usando os métodos do mercado livre que se provaram basearem-se em suposições irrealistas.
Os super-ricos desempenharam também um papel fundamental na criação de outras importantes instituições internacionais tais como as Nações Unidas, o FMI, o Banco Mundial, e a Organização Mundial do Comércio. De facto, ao local onde as Nações Unidas se encontram sediadas foi comprado e doado por John D. Rockefeller.

Os banqueiros internacionais são "internacionalistas" e eles usam isso como uma medalha de honra. A elite não só controla o sistema de educação dos EUA, como têm ao longo dos anos doado enormes quantidades de dinheiro para escolas Ivy League. Actualmente, as escolas Ivy League são consideradas as escolas-padrão dos EUA, e é em relação a elas que as outras universidades e escolas se comparam. Para além disso, os últimos 4 presidentes americanos foram educados numa escola Ivy League.

A elite exerce também uma tremenda quantidade influência sobre várias sociedades secretas ("Skull and Bones", a Maçonaria, etc.), sobre poderosos grupos de reflexão e clubes sociais ("Council on Foreign Relations", a Comissão Trilateral, o Grupo Bilderberg,o "Bohemian Grove", o "Chatham House", etc.), e também sobre uma vasta rede de instituições de caridade e organizações não-governamentais (a Fundação Rockefeller, Fundação Ford, a "World Wildlife Fund", etc.).

Mas por alguns momentos, quero-me focar no poder que a elite tem sobre os média. Num artigo prévio detalhei como apenas seis companhias monolíticas gigantescas controlam a maior parte do que vemos, ouvimos e lemos diariamente. Estas empresas gigantescas são donas de canais de televisão, canais por cabo, estúdios de cinema, jornais, revistas, casas de publicação, editoras musicais e muitos dos nossos sites favoritos. Levando em conta que o americano comum vê em média 153 horas de televisão mensalmente, a influência que estas seis companhias gigantescas têm não pode ser subestimado. O que se segue são algumas companhias mediáticas que estes seis gigantes possuem:

Time Warner

Home Box Office (HBO)
Time Inc.
Turner Broadcasting System, Inc.
Warner Bros. Entertainment Inc.
CW Network (partial ownership)
TMZ
New Line Cinema
Time Warner Cable
Cinemax
Cartoon Network
TBS
TNT
America Online
MapQuest
Moviefone
Castle Rock
Sports Illustrated
Fortune
Marie Claire
People Magazine

Walt Disney

ABC Television Network
Disney Publishing
ESPN Inc.
Disney Channel
SOAPnet
A&E
Lifetime
Buena Vista Home Entertainment
Buena Vista Theatrical Productions
Buena Vista Records
Disney Records
Hollywood Records
Miramax Films
Touchstone Pictures
Walt Disney Pictures
Pixar Animation Studios
Buena Vista Games
Hyperion Books

Viacom

Paramount Pictures
Paramount Home Entertainment
Black Entertainment Television (BET)
Comedy Central
Country Music Television (CMT)
Logo
MTV
MTV Canada
MTV2
Nick Magazine
Nick at Nite
Nick Jr.
Nickelodeon
Noggin
Spike TV
The Movie Channel
TV Land
VH1

News Corporation

Dow Jones & Company, Inc.
Fox Television Stations
The New York Post
Fox Searchlight Pictures
Beliefnet
Fox Business Network
Fox Kids Europe
Fox News Channel
Fox Sports Net
Fox Television Network
FX
My Network TV
MySpace
News Limited News
Phoenix InfoNews Channel
Phoenix Movies Channel
Sky PerfecTV
Speed Channel
STAR TV India
STAR TV Taiwan
STAR World
Times Higher Education Supplement Magazine
Times Literary Supplement Magazine
Times of London
20th Century Fox Home Entertainment
20th Century Fox International
20th Century Fox Studios
20th Century Fox Television
BSkyB
DIRECTV
The Wall Street Journal
Fox Broadcasting Company
Fox Interactive Media
FOXTEL
HarperCollins Publishers
The National Geographic Channel
National Rugby League
News Interactive
News Outdoor
Radio Veronica
ReganBooks
Sky Italia
Sky Radio Denmark
Sky Radio Germany
Sky Radio Netherlands
STAR
Zondervan

CBS Corporation

CBS News
CBS Sports
CBS Television Network
CNET
Showtime
TV.com
CBS Radio Inc. (130 stations)
CBS Consumer Products
CBS Outdoor
CW Network (50% ownership)
Infinity Broadcasting
Simon & Schuster (Pocket Books, Scribner)
Westwood One Radio Network

NBC Universal

Bravo
CNBC
NBC News
MSNBC
NBC Sports
NBC Television Network
Oxygen
SciFi Magazine
Syfy (Sci Fi Channel)
Telemundo
USA Network
Weather Channel
Focus Features
NBC Universal Television Distribution
NBC Universal Television Studio
Paxson Communications (partial ownership)
Trio
Universal Parks & Resorts
Universal Pictures
Universal Studio Home Video

E é claro que a elite é também dona da maior parte dos nossos políticos. O que se segue é uma citação do jornalista Lewis Lapham:

A modelagem da vontade do Congresso e a escolha do presidente Americano tornou-se um privilégio reservado âs classes equestres do país, isto é, 20% da população que é dona de 93% da riqueza, os poucos felizes que dirigem as companhias e os bancos, os que são donos e operam os média noticiosos e de entretenimento, os que  compõem as leis e governam as universidades, os que controlam as fundações filantrópicas, os institutos que criam as politicas, os casinos e as arenas desportivas.

Já te questionaste do porquê as coisas permanecerem na mesma em Washington DC, independentemente de quem tu votas? Isso é porque ambos os partidos são propriedades do mesmo establishment. Seria bom pensar que o povo americano estão no controle do que se passa nos EUA, mas não é assim que as coisas funcionam no mundo real. No mundo real, o político que mais donativos consegue angariar vence mais de 80% das vezes em eleições nacionais. Os nossos políticos não são estúpidos: eles irão agir de forma muito positiva para as pessoas que lhes podem conferir as pilhas de dinheiro que eles precisam para as suas campanhas eleitorais. E as pessoas que podem fazer isso são os ultra-ricos e as companhias gigantescas que os super-ricos controlam.

Começas a entender as coisas agora? Existe um motivo para os super-ricos serem chamados de "o establishment": eles geraram um sistema que muito os favorece, e que lhes permite controlar tudo.

Então, quem é que manda no mundo? Eles mesmos é que mandam no mundo. De facto, eles chegam mesmo a admitir este facto. No seu livro de 2003 com o nome de "Memórias", David Rockefeller escreveu o seguinte:

Por mais de um século, os extremistas ideológicos de ambos os lados do espectro político apoderaram-se de incidentes amplamente publicitados, tais como o meu encontro com [o ditador genocida Fidel] Castro, para atacar a família Rockefeller devido à excessiva influência que eles alegam que nós temos sobre as instituições políticas e económicas Americanas. Alguns chegam até a acreditar que fazemos parte duma cabala secreta operando contra os melhores interesses os Estados Unidos, caracterizando a minha família e eu de "internacionalistas", e que conspiramos com outros por todo o mundo para construir uma estrutura económica e política global mais integrada - um mundo unificado, se assim podemos dizer. Se essa é a acusação, então sou orgulhosamente culpado.

Muito mais poderia ser dito em torno deste assunto. De facto, livrarias cheias de livros poderiam sr escritas em relação ao poder e à influência sobre os super-ricos banqueiros internacionais que controlam o mundo, mas, espero eu, isto é o suficiente para dar início a uma conversa.

Fonte:"Who Runs The World? Solid Proof That A Core Group Of Wealthy Elitists Is Pulling The Strings" http://bit.ly/TkOj7D

* * * * * * *

Convém ressalvar que é esta mesma elite de super-ricos que financia os "movimentos sociais" de todo o mundo ocidental - Gayzismo, Feminismo, Aborcionismo, Movimento Negro, Indigenismo, Movimentos anti-Brancos, Multiculturalismo, Controle Populacional, Ambientalismo, Neo-Ateísmo, etc.



domingo, 6 de julho de 2014

Suiça prepara-se para o fim da União Europeia?

O Exército Suíço está a preparar planos de contingência para a ocorrência de agitação violenta por toda a Europa. Uma nação mais conhecida pelos seus bancos, relógios e chocolates, teme um influxo maciço de refugiados Europeus num futuro próximo.  Em Setembro último as forças militares Suíças levaram a cabo exercícios com o nome de 'Stabilo Due',  que incluía cenários envolvendo instabilidade violenta por toda a Europa.

A Suiça tem mantido uma posição abertamente neutra há décadas, havendo também recusado fazer parte da zona euro quando lhe foi apresentada essa oportunidade.

O maior receio de Berna é provavelmente a desorganização dos exércitos das nações vizinhas que se seguiria à instabilidade geral; a crise da zona euro e a severas medidas de austeridade dentro da União Europeia estão a forçar os estados-membros a cortar de modo significativo nos orçamentos dos seus militares. Se os protestos se continuarem a alastrar por toda a Europa, as forças polícias e as forças armadas locais podem-se revelar mal preparadas para conter os tumultos.

O ministro de Defesa Suíço Ueli Maurer afirmou:

Não coloco de parte que venhamos a precisar do exército nos próximos anos.


O Ministério de Defesa Suíço avançou com as medidas que visam modernizar o exército do seu país, apesar da oposição política. Com o seu orçamento multi-bilionário e com um exército composto por 200,000 soldados, o país tem também planos de comprar caças ‘Saab Gripen’. John R. Schindler, professor de assuntos em torno da segurança nacional na "US Naval College" escreveu um artigo para o site da "XX Committee" onde se lê:

O Ministro Maurer, fazendo-se acompanhar sussurradores provenientes da liderença mal informada na Suiça, está a tentar sensibilizar a nação para o facto da crise fiscal Europeia . . . poder vir a ser muito pouco agradável.

O Chefe das Forças Armadas Suiças, o Tenente-General André Blattmann, revelou também planos para colocar quatro batalhões adicionais de forças militares (1,600 soldados) para proteger os pontos estratégicos por todo o país. Espera-se queBlattmann apresente o plano em Dezembro.

O professor Schindler prevê que, "se o próximo Anders Brievik viesse a atacar muçulmanos, e não Europeus, as coisas poderiam ficar feias duma forma inimaginável," o que poderia dar início a levantamentos muçulmanos por toda a Europa.

No entanto, a Suiça encontra-se em oposição total às políticas multiculturais, um pensamento agora comum em outros países Europeus. Em 2009 a Suiça aprovou um referendo nacional banindo a construção de minaretes islâmicos. E embora a crise económica global tenha forçado as nações Europeias a fazer cortes nas suas forças militares, a Suiça tem mantido níveis relativamente consistentes de gastos com a defesa militar.

Fonte

* * * * * * *

Uma vez que a guerra civil se aproxima da Europa, os Suíços estão mais do que correctos em manter o seu exército pronto. Nenhuma nação sobrevive por muito tempo quando ela fragiliza um dos meios de proteger a sua soberania.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Sina da Rússia: Máfia Banqueira Busca Vingança Contra Putin

Por Natalia Vitrenko

O Ocidente desencadeou uma guerra contra [o Presidente Russo Vladimir] Putin dentro da Rússia. Por enquanto, é uma guerra de informação, mas os insultos podem escalar até às ameaças. Totalmente de acordo com as técnicas das revoluções coloridas, o palco agora a ser preparado pode muito bem ser chamado de "o magma em aquecimento" da população, onde os descontentes são treinados para irem para as estradas e ouvir as ordens do "chefes".

Não há qualquer dúvida que a percentagem de agentes do Ocidente influentes, pessoas que vivem dos subsídios de Americanos, e aqueles que odeiam a Rússia como estado, era insignificante entre aqueles que se reuniram na Bolotnaya Square em Moscovo, no dia 4 de Fevereiro. Mas essas pessoas são levedura para o fermento. As pessoas são treinadas a ouvi-las, e centenas de milhares de pessoas crédulas e enganadas estão prontas a segui-las.

Eu sou uma economista, bem como mulher da política. Para além da minha predisposição genética em favor da unidade entre nós Ucranianos e os povos da Rússia e da Bielorrússia, bem como a minha experiência própria em lutar contra a psicose "alaranjada", sou também uma cientista que entende certos padrões fundamentais do desenvolvimento. Isto permite-me antecipar e prever resultados, e pelo menos avisar as pessoas de certos perigos. E isso é o que eu honestamente quero fazer aos cidadãos Russos que se encontram angustiados com o desafio de fazer a escolha certa, para além de estarem em busca de respostas para questões difíceis.

É impossível disponibilizar um quadro adequado para a totalidade de questões num só artigo. Irei-me focar num só tópico que revela um só aspecto - e talvez o mais importante - do ódio feroz que a máfia banqueira mundial tem por Vladimir Putin. O tópico do qual se vai falar não é levantado nos comícios de rua, e é algo que os recém-aparecidos treinadores de "democracia" não falam.

O que é um Banco "Independente"?

A economia é base da sociedade. O dinheiro é o "sangue" da economia. Um dos muitos atributos principais duma nação-estado independente é o monopólio da emissão de dinheiro (a impressão de dinheiro), que determina a quantidade de dinheiro em circulação. A emissão de dinheiro por parte do governo é um mecanismo básico para o avanço do crescimento económico. E se o dinheiro é emitido segundo as necessidades da economia, para o desenvolvimento da produção, então isso não é uma fonte de inflação.  Regular tal emissão de dinheiro pode até contribuir para a diminuição dos preços.

Na União Soviética, o dinheiro era emitido para financiar o crescimento da riqueza nacional. O estado lidava com os seus problemas financeiros, imprimindo ele mesmo o dinheiro. Nos pagamentos entre os países membros do "Council for Mutual Economic Assistance" (CMEA) era usado um rublo de "transferência" sem dinheiro, ao mesmo tempo que no mercado mundial a União Soviética usava o dólar bem como outras moedas estrangeiras. Os bancos estatais financiavam e providenciavam empréstimos para toda a economia nacional. Os bancos não especulavam mas serviam o sistema circular da economia, apoiando a troca de mercadoria, o empréstimo, e as poupanças.

A globalização da economia mundial, isto é, a mudança das económicas mundiais para o controlo de um núcleo único de capital [monetário], nas mãos do governo mundial, começou a ser implantada depois da Segunda Guerra Mundial, inicialmente via métodos económicos através da rede do FMI [Fundo Monetário Internacional] e od Banco Mundial. Eles operaram junto das elites políticas dos países, uma de cada vez, usando o suborno, a chantagem e a lavagem cerebral. Todo o tipo de "instituições da sociedade civil" foram criadas para este propósito.

Um papel importante foi atribuído às organizações não-governamentais (ONGs) financiadas por subsídios estrangeiros. Então, os políticos que foram seduzidos desta forma usaram a Constituição nacional para forçar a independência do sistema bancário do governo dum país, e fizeram com que o seu país ficasse agarrado aos empréstimos do FMI. Estamos cientes da forma como isto foi feito à Rússia de Boris Yeltsin e à Ucrânia de Leonid Kravchuk, entre outro exemplos [ed: Em Portugal isso aconteceu em 1977].

Os empréstimos do FMI eram sempre dados sob condições duras. Na tríade de reformas prescritas pelo FMI (desregulamentação, privatização e estabilização macroeconômica), o lugar mais importante era alocado para o sistema bancário. Era obrigatório que esse sistema bancário ficasse independente do Estado (!), para além  do facto de bancos comerciais (privados) terem que ser estabelecidos junto aos bancos que já existiam.

Pensem nisso! Era obrigatório que os bancos centrais ficassem independentes dos governos dos seus países!  Depois disto, como os únicos bancos emissores de dinheiro, eles começaram a emprestar dinheiro ao governo. Com juros. Estes juros bancários passaram a ser, ao mesmo tempo, uma fonte de enriquecimento para o sistema bancário, e uma fonte de inflação (aumento dos preços dos bens e dos serviços) para o resto do país.

Os interesses corporativistas dos donos dos bancos integraram-se na máfia bancária global. Este agrupamento promove bolhas financeiras especulativas (derivados), ao mesmo tempo que destrói a verdadeira economia (produção de bens). O resultado é desemprego em massa, empobrecimento, e aumento das taxas de morte entre a população. Ao mesmo tempo, o processo de enriquecimento da oligarquia global acelera, e o hiato entre os ricos e os pobres aumenta em todos os países.

O governo mundial olha para a independência dos bancos apenas em termos da sua independência dos governos nacionais. Mas todo o sistema bancário mundial depende (se depende!) dum único centro emissor da maior moeda do mundo: o dólar Americano. O dólar é emitido pelo "Federal Reserve System" (Fed), que é privado.

Há cem anos atrás o Fed foi criado por 12 bancos comerciais Americanos dos mais variados estados. Várias dezenas de banqueiros apoderaram-se, antes de tudo, do governo Americano. Então, e através de bancos centrais "independentes" de vários países vítimas, eles apoderaram-se da emissão de dinheiro desses países, o que significa, para todos os efeitos, que eles apoderaram-se da gestão económica desses países.

É o Fed que satura o mundo com toneladas de papel sem valor - o dólar, que não tem qualquer tipo de suporte genuíno, nem ouro nem bens. O Fed arrastou os Estados Unidos para um gigantesco endividamento nacional. No dia 1 de Janeiro de 2012, a dívida dos EUA já era de $16.39 triliões. Quase todos os países do mundo estão afectados por uma enorme escravidão resultante da dívida: o total da sua dívida externa já é de $54 triliões, incluindo um endividamento externo total na ordem dos $33.5 triliões.

Isto é o resultado natural das operações da máfia banqueira internacional. Defendendo os interesses do governo mundial, o FMI coloca os bancos centrais dos países vítimas sob condições impostas por um "conselho monetário". Dentro deste modelo, a emissão da moeda nacional é permitida apenas em quantidade igual ao aumento das reservas monetárias no banco central do país.

Não é o volume do mercado doméstico, mas apenas o volume das exportações do país (isto é, venda de bens e serviços no mercado mundial e, em regra geral, em troca por dólares) que permite o crescimento do ouro e das reservas monetárias e, em conformidade, permissão para emitir uma quantidade equivalente da moeda. Isto leva à  dolarização da economia duma nação supostamente soberana.

Poucas pessoas do mundo entendem este problema, e certamente que os participantes das revoluções coloridas não pensam nisto visto que são enganados por slogans sobre a liberdade, democracia e a luta contra a corrupção. As pessoas presentes nas manifestações de protesto falam da corrupção dos oficiais, mas nada dizem das fraudes bancárias e de outras actividades bancárias destrutivas, que têm atingido, duma forma muito mais dura, o país e todas as pessoas que lá vivem.

A Vingança da Máfia Banqueira

Todos os países do mundo sofrem com um sistema bancário que destrói a verdadeira economia, protegendo os interesses do capital financeiro especulativo. Os EUA não são excepção; o governo depende duma organização privada, o Fed, e dos interesses e apetites de duas dúzias de chefões banqueiros. Há quase meio século atrás, o Presidente John F. Kennedy entrou em rota de colisão com a política monetária da Reserva Federal e batalhou contra os donos das maiores empresas de aço de Wall Street. O seu assassinato seguiu-se a estes confrontos. Mais alguns exemplos:

* Depois da sua re-eleição em 1965, o Presidente Francês Charles De Gaulle pediu aos Estados Unidos para trocar 1,5 biliões por ouro, propondo a que se revertesse ao ouro físico nos acordos internacionais. Sendo firmemente oposto aos ditames dos EUA, ele retirou a França da NATO em 1966. Para evitar um escândalo internacional, os EUA tiveram que trocar o preferido dólar-lixo por ouro, tal como De Gaulle havia pedido. Passados que estavam dois anos, demonstrações e greves aconteceram por acaso, resultando na demissão forçada de Charles De Gaulle em 1969. No ano seguinte ele morreu subitamente.

* Eu mesma experimentei a vingança da máfia banqueira internacional. Durante a campanha Presidencial para a Ucrânia, em 1999, a minha popularidade estava mais elevada que a popularidade de qualquer outro candidato (32%) e eu tinha fortes possibilidades de derrotar Leonid Kuchma na segunda volta. Eu fiz a minha campanha de acordo com um programa onde apelava para que a Ucrânia saísse do FMI, colocasse o sistema bancário sob o controle estatal, des-dolarizasse economia, e fizesse uma maior integração com a Rússia. Nenhum dos outros candidatos tinha planos iguais a estes.

Uma gigantesca campanha de difamação foi lançada contra mim, seguido duma ataque terrorista. No dia 2 de Outubro de 1999 em Krivoi Rog, duas granadas RGD foram atiradas a mim durante um encontro com votantes. Fiquei ferida, e no total, 44 pessoas ficaram feridas com mazelas do mais variados graus de gravidade. Nenhum dos governos pró-Ocidente da Ucrânia (nem Kuchma, ou Yushchenko, ou Yanukovych) descobriram que ordenou tal crime, e as investigações foram abandonadas.

* Ou tomemos ainda outro exemplo: os eventos no Iraque. O Presidente Iraquiano Saddam Hussein deixou de aceitar dólares em troca de petróleo e mudou para o Euro. Sob o fabricado pretexto do Iraque ter armas de destruição em massa, em 2003 os EUA bombardearam e mutilaram este estado soberano, e depois disso, os carniceiros Americanos executaram o Presidente do Iraque, eleito de forma legitima.

* E temos também o exemplo da Líbia. O que foi que o líder Líbio Muammar Qaddafi fez que enfureceu os imperialistas Americanos e Europeus? Ele alcançou a prosperidade e a harmonia na Líbia multi-tribal, com base numa economia forte. Esta economia tornou-se forte através da nacionalização da produção de petróleo, regulamentação governamental do sistema bancário, e a proibição do empréstimo com juros. Mais ainda, Qaddafi começou a agir de modo activo em favor duma integração dos países do Norte de África.

Qaddafi planeou apresentar uma moeda comum - o dinar-ouro. Isto era uma coisa que o governo mundial não poderia perdoar! Foi por isso que eles fortaleceram bandidos locais, deram armas, e levaram-nos a atacar a autoridade legítima da Líbia. Os EUA e a União Europeia são responsáveis pela derrota da soberana nação da Líbia, e pela morte de Qaddadi, que foi despedaçado por uma turba.

* Vejam a forma como eles trataram a Hungria, onde o governo decidiu tomar conta do banco central. A UE, o FMI e, claro, os EUA, desencadearam uma tempestade de ultraje contra a liderança Húngara. Em Dezembro de 2011, Hillary Clinton chegou até a ter tempo para mandar uma carta pessoal furiosa ao Primeiro Ministro Húngaro Viktor Orban. O motivo para isto não foi a alegada violação de certos direitos e liberdades democráticos por parte das leis Húngaras recentemente adoptadas, nem a sua nova Constituição, que entrou em efeito no dia 1 de Janeiro de 2012.

Não, o exemplo da Ucrânia mostra que os "democratas" ocidentais preferem não ver coisas tais como essas. Na Ucrânia, o Presidente, o Parlamento e o Governo, sob o olhar do mundo inteiro, privam o nosso povo dos nossos direitos constitucionais, o neo-fascismo está a mostrar a sua cara feia, a Constituição da Ucrânia está a ser reconstruída e claramente ajustada para o próximo líder do país. O mundo olha para outro lado porque o governo Ucraniano não ameaça mudar as coisas que o Ocidente considera sagradas, tais como a "independência" do banco central.

A razão principal por trás das ameaças de expulsar a Hungria da União Europeia, cortar o seu acesso aos empréstimos do FMI, e levar o país à bancarrota, prende-se com a nova lei em torno do Banco Nacional (o MNB), aprovada pelo Parlamento Húngaro bem no final do ano passado. Esta lei coloca o MNB totalmente sob o controle do governo. O presidente do MNB será nomeado pelo Primeiro Ministro e aprovado pelo Presidente do país. Os nove membros do Conselho Monetário serão escolhidos pelo Parlamento. Orbán introduziu também taxas adicionais sobre o sector bancário, e implantou regulações governamentais nos ordenados e nas pensões dentro do sector bancário. Para além disso, a Constituição inclui medidas de protecção para o forint como a moeda nacional. Estas medidas foram uma verdadeira provocação ao governo mundial, bem como à máfia bancária. É por isso que a Hungria tem sido atingida.

A Perda de Direitos Soberanos

Os líderes de nações ostensivamente soberanas, que, em nome de empréstimos em dólares e apoio político dos EUA e da União Europeia, obedecem a todas as exigências do governo mundial. estão, na verdade, a privar os seus próprios países do direito de determinar e regular eles mesmos a sua política monetária nacional. O exemplo da Ucrânia é bastante ilustrativo. O líder do Banco Nacional da Ucrânia Victor Yushchenko (que disfrutou duma ascenção meteórica na sua carreira profissional, ele que era um contabilista) tornou-se num favorito dos EUA e do mundo bancário mundial devido aos serviços prestados. Realmente!

O sistema bancário Ucraniano foi organizado de tal forma que os homens de negócios Ucranianos sufocavam com a falta de acesso ao crédito; a produção industrial teve uma queda, milhões de pessoas passaram a viver nas estradas devido à falta dos meios de subsistência, e a população foi atingida com o aumento dos preços. Ao mesmo tempo que isto ocorria, a oligarquia enriqueceu, graças à especulação em torno do ouro nacional e às reservas monetárias, graças às remessas provenientes de pessoas a trabalhar no estrangeiro e graças também à reforma monetária de 1996.

O Ocidente organizou e financiou a Revolução Laranja - a demonstração em Maidan ("Independence Square") - e todo o processo do golpe de 2004 como forma de colocar Yushchenko como Presidente. Devido a isso, a reforma do sistema bancário, com a obrigatória independência do banco central em relação ao governo nacional, é um rigoroso requerimento por parte do governo mundial. De modo a que isto possa ser levado a cabo, as constituições nacionais são alteradas e são introduzidas leis especiais. Foi assim na Rússia, na Ucrânia e em todos os países-alvo. O Artigo 2º da Lei Federal do Banco Central da Federação Russa (Banco da Rússia) declara:

O Banco da Rússia irá exercer os seus poderes de possuir, usar e gerir as suas propriedades, incluindo as reservas de ouro e moeda do Banco da Rússia. . . . O estado não será responsável pelas obrigações do Banco da Rússia, e o Banco da Rússia não será responsável pelas obrigações do estado.

A Lei Ucraniana em torno do Banco Nacional da Ucrânia é quase idêntica. O Artigo 4º diz:

O Banco Nacional será uma instituição economicamente independente. . . . . O Banco Nacional não será responsável pelas responsabilidades das agências governamentais; as agências governamentais não serão responsáveis pelas obrigações do Banco Nacional.

Esse é o propósito. Eles querem que os bancos, que formam o sistema circulatório da economia, sejam independentes dos governos - isto é, independentes das suas próprias nações. Eles não se importam com os problemas da sociedade ou se os seus objectivos são atingidos em prol da população e do desenvolvimento da produção! Tal sistema bancário, liderado por um banco central, torna-se numa massa cancerosa, devorando e matando todo o organismo em vez de sustentar a nação. Sem uma mudança radical, sem mudanças no papel do banco central, qualquer desenvolvimento económico e modernização da produção, qualquer transição para um modelo inovador, está fora de questão.

A Atitude de Putin em Relação a Sistema Bancário Russo

Putin visita um hospital
Putin sabe de todas estas coisas. Na verdade, ele apercebeu-se disto há já algum tempo, por altura em que ele se tornou presidente. Ele assumiu a posição em Maio, e alguns meses depois apresentou as suas reformas à lei ao DUMA, essencialmente nacionalizando o banco central. Claro que Putin contava com o apoio dos partidos do DUMA, que defendiam verbalmente o apoio a medidas que fomentassem a prosperidade nacional. Mas o que aconteceu foi que . . . . nenhum partido apoio a proposta de lei - nem mesmo o Partido Comunista.

Isto foi um banho de água fria para Putin, e isto gerou uma pergunta fundamental em relação aos partidos políticos do DUMA: a quem é que eles servem? Quais são os interesses que eles representam? Nesta situação, Putin fez o único gesto correcto possível. Deu ao "Foreign Economic Bank" (Vneshekonombank, ou VEB) funções semelhantes às funções do banco central.

Começando em 2001, este banco, que depois da destruição da União Soviética havia-se limitado a re-estruturar a dívida externa da antiga União Soviética, começou a executar instruções governamentais relativas ao financiamento de projectos sociais. Em 2003 este banco tornou-se na empresa governamental gestora dos investimentos dos fundos de pensões. Em 2007 o banco foi reorganizado como o "Development and Foreign Economic Bank" (VEB).

Já em 2008, o VEB financiou mais de 70% dos projectos de investimento, no valor de 750 biliões de Rublos (cerca de 25 biliões de dólares). Em 2009 o banco providenciou o crédito para a construção das instalações para os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi. Este mesmo banco emite empréstimos a longo prazo com a duração de 5-10 anos. Isto é o que o Banco Central da Rússia não não poderia fazer. Ou melhor ainda, o que a máfia bancária não deixaria que o Banco Central Russo fizesse.

A execução de tais funções por parte de bancos "clones" - criados para passar por cima das exigências do governo mundial - foi habilmente delineada por Nikolai Starikov no seu livro "Nationalization of the Ruble: Pathway to Freedom for Russia" (Moscovo: Piter, 2011). Ele identificou um segundo clone, um duplo do Sberbank (o "Savings Bank of Russia" do estado), que era subsidiário do Banco Central. Um  pacote controlador das suas acções, mais de 60%, pertence ao Banco Central.

O Sberbank é o banco com cotação mais elevada em termos de activos. De forma a promover o investimento na economia, o governo deu um prazo final ao Sberbank em 2002, criando o VTB, um grupo bancário controlado em cerca de 85% pelo estado e que está em segundo na Rússia em termos de activos. O VTB começou a investir em negócios e na economia genuína. Chegou até a emprestar 2 bilhões de dólares à Ucrânia (sem qualquer tipo de exigências, tais como as que o FMI impõe sempre que faz um empréstimo). Os bancos centrais "independentes" estão proibidos de levar a cabo tais funções.

A máfia bancária mundial, olhando apenas para os seus interesses, e preocupando-se só em aumentar o seu capital, ignora por completo as necessidades das economias nacionais. Eventos recentes demonstraram mais uma vez. Bem no meio da crise financeira global, que se tem feito sentir de forma bem forte na Europa (a dívida externa está a estrangular os países da zona Euro, a produção está em queda, e a recessão está a tornar-se numa estagnação), o Banco Central Europeu começou, de repente, a disponibilizar quantidades ilimitadas de empréstimos (a 3 anos) aos bancos comerciais.

Em Janeiro de 2012, €489 bilhões foram bombeados para dentro do sistema bancário a taxas de juro bem moderadas. Ao fazer isto, o Banco Central Europeu (BCE) estava a proteger os bancos (!) de qualquer perda, na eventualidade da dívida de países problemáticos vir a ser amortizada. Bancos da Itália, Espanha, Irlanda, França, Grécia e Alemanha haviam já recebido em dobro, por parte do Banco Central Europeu, quantidades de dinheiro mais do que suficientes para cobrir os seus riscos. Apesar disso, eles não estão a investir nos sectores genuínos da economia (pelo contrário, eles apertam os seus termos de empréstimo).

Eles têm estado a comprar os títulos Italianos, Espanhóis, e Irlandeses, esperando com isso aumentar o seu capital especulativo. E é disso que a máfia bancária está atrás! Putin atreveu-se a desafiar a máfia: ele fortaleceu o estado, usando o controle governamental sobre o capital bancário, colocando-o a trabalhar de forma a desenvolver a produção, e promover o crescimento económico e o bem estar da população Russa.

Putin, a propósito, foi capaz de pagar a dívida externa da Rússia, não através do ouro e das reservas monetárias do Banco Central, mas só através da criação dum Fundo Estabilização. Devido a isto, ao mesmo tempo que a dívida externa do Japão se encontra fixa em 220% do PIB, na Grécia a 142%, nos EUA a 91,6%, na França a 84,3% e na Alemanha a 80%, na Rússia este nível centra-se em apenas 9% do PIB.

Apercebendo-se que o Banco Central não iria usar o Fundo de Estabilização para suprir as necessidades da população, Putin dividiu-o em duas partes - o Fundo de Reserva (gerido pelo Banco Central) e o Fundo Nacional de Bem-Estar (controlado pelo governo). Isto tornou possível apoiar a produção nacional durante a crise global e fortalecer os programas sociais. Como resultado, enquanto que em 2011 o PIB nos EUA cresceu em 1,6%, e na zona Euro cresceu por 1,5%, na Rússia o PIB cresceu em 4,2%, bem acima da média mundial de 2,8%.

No meio da crise, os ordenados e as pensões na Rússia estavam em crescimento de forma bem notória, e o sistema de saúde, bem como a educação, estavam a receber um financiamento maior. O governo Russo não cedeu às exigências do FMI de elevar a idade de reforma (tal como foi feito na Ucrânia) e nem cedeu à pressão do FMI de aumentar a duração do dia de trabalho (que também se encontra em preparação na Ucrânia).

Se levarmos em conta que Putin tem militado de forma bem vincada por uma maior integração das antigas repúblicas Soviéticas (e não só numa União Aduaneira mas numa União Eurasiana!), e tem-se manifestado de forma bem frontal e inequívoca contra a NATO como a polícia do mundo, e contra a expansão do sistema de defesa anti-mísseis Americano, não se torna claro o porquê dos bandidos do governo mundial, os líderes do mafioso sistema bancário e a NATO se terem voltado contra Putin?

O Propósito do Ocidente é Destruir a Rússia

Não irei escrever sobre coisas que são amplamente conhecidas, tais como os repetidos planos do Ocidente de fragilizar e destruir a Russia. Para além de ter rodeado a Rússia com tropas da NATO e com sistemas de defesas anti-mísseis, o modelo económico e o sistema bancário representam uma ameaça interna à Rússia. Os magnatas bancários estão dispostos não apenas a gastar milhões mas biliões de dólares em subornos, chantagens, intimidação, e decepção, voltada a cidadãos Russos ingénuos e crédulos, bem como a organizar informação e guerra psicológica contra aqueles que não se ajustam ao que eles querem.


A ordem, a prosperidade e a protecção da soberania nacional da Rússia, bem como a criação duma união poderosa entre eles, não tem qualquer utilidade para estes magnatas bancários. Não; o que eles querem é a liberalização, o que significa a remoção total do estado como agente regulador do processo económico. Mas tal desregulamentação seria um suicídio para a Rússia. As suas duras condições climáticas (sendo o país mais a norte do mundo), o seu vasto território, um acumulado de problemas económicos, ambientais, sociais, demográficos e políticos, requerem uma gestão calibrada do governo.

A ideologia liberal e as condicionalidades do FMI, bem como a Organização Mundial do Comércio (OMC), colocaram a Rússia em desvantagem logo à partida. Teria sido mais apropriado estabelecer inicialmente uma economia competitiva, e então depois, lidar com o ponto de se afiliar à Organização Mundial do Comércio, e não o contrário. Vejam o que aconteceu à Ucrânia em 2008; o Presidente Yushchenko, tendo o apoio dos partidos "laranja", e do Partido das Regiões, assegurou a decisão por parte do "Supreme Rada" (Parlamento) de se unir à Organização Mundial do Comércio.

Em Setembro de 2011, líderes de 50 associações industriais (do sector agrícola, da indústria alimentar, da indústria leve, da construção de máquinas, da construção de mobília e o de outras áreas) apelaram ao Primeiro-Ministro da Ucrânia algum tipo de protecção contra a Organização Mundial do Comércio. A Ucrânia perdeu milhares de milhões de dólares desde que abriu o seu mercado doméstico. Por volta de 2011, o deficit comercial encontrava-se na marca dos $12 biliões.

Devido a isto, o liberalismo de Dimitri Medvedev [Presidente Russo], expresso na sua remoção dos membros do governo da gerência das companhias, o seu arrastamento da Rússia para dentro da Organização Mundial do Comércio, bem como a sua promoção de privatizações em larga escala e outras coisas que ocorreram durante a sua Presidência, travaram de forma significativa o desenvolvimento da Rússia. Estes e outros erros têm que ser corrigidos. Um homem que represente os interesses do Estado tem que substituir este liberal.

Claramente, não é isto que o governo mundial, a rede bancária internacional, quer. Eles precisam dum Presidente Russo que dê aos bancos acesso livre, garantindo uma contínua fuga de capitais, inflação, inacessibilidade ao crédito para desenvolvimento, servidão através da dívida, apropriação e exploração dos mais ricos recursos da Rússia, e o total empobrecimento de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que alguns indivíduos se tornam bilionários.

Eles estão interessados em ver o crescimento do desemprego, o aumento do alcoolismo, a debilitação mental, e o aumento das taxas de morte entre a população Russa. Eles precisam desesperadamente que a Rússia fique fraca e em desintegração. Então, ajoelhando-se perante o Ocidente, cada entidade individual - Bashkortostão, Moscóvia, Tartaristão, Chechênia, Udmurtiya, e as outras, irão implorar por empréstimos, sacrificando a sua inteligência e a sua força de trabalho, os seus recursos naturais, a sua terra natal, e a sua dignidade humana em prol duns vazios dólares em papel. Este cenário seria letal para a Rússia e é absolutamente inaceitável para os seus cidadãos.

Os Objectivos da Rússia Deveriam Inspirar e Unir os Povos

Tendo o desejo de ver o renascimento duma Rússia forte e a sua transformação num altamente estável centro civilizador, acredito que o Presidente da Rússia está na obrigação de disponibilizar um programa de reformas que inspirem e unam as pessoas. Cada cidadão Russo quer viver num país que batalha para produzir as melhores aeronaves e as melhores máquinas de café, os melhores submarinos e as melhores televisões, os melhores carros e os melhores aviões. Ele quer que o seu país tenha o exército mais poderoso, um padrão de vida elevado para todas as pessoas, bem como a melhor ciência e a melhor medicina do mundo. As tradições e a cultura do país devem ser cuidadosamente preservadas e desenvolvidas. A paz e harmonia inter-étnica e inter-religiosa deve ser mantida, Para atingir estes objectivos, o Presidente tem que estabelecer uma equipa de pessoas com pensamento semelhante.

As revoluções coloridas têm propósitos bastante diferentes. Elas buscam dividir a sociedade; inflamar o conflito através de slogans em torno da democracia e liberdade; voltar as pessoas contra o governo; e como tal, afastar o governo do propósito de lidar com os objectivos com os quais se havia comprometido. Este é o que a implementação dos planos dos chefes bancários mundiais significa.

Isto é o que está em jogo nas eleições Presidenciais Russas do dia 4 de Março de 2012.


Fonte: "Russia’s Destiny: Banking Mafia Seeks Revenge against Putin"http://bit.ly/1ojnZGR (PDF).



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Será que o filme "O Internacional" previu a morte dos banqueiros?


Nas análises cinematográficas que são encontradas nas fontes noticiosas alternativas é frequentemente a norma buscar por símbolos ocultos e códigos malignos omnipresentes, como se todos os trabalhos artísticos estivessem sob o controle de black ops sombrios e ocultistas. Temos que evitar este negativismo e deixar de lado esta visão tão míope do mundo. Alguns filmes são boa propaganda e disponibilizam uma mensagem positiva.

Uma dessas mensagens positivas encontra-se no filme "The International", de 2009. Este filme de Tom Tykwer é uma assombrosa revelação do criminoso sindicato que é o sistema bancário global, também conhecido como a Nova Ordem Mundial. E uma questão ainda mais interessante é: será que o filme de Tykwer previu ou prenunciou a morte de vários banqueiros de alto nível que ocorreu nos dias actuais?

O filme tem como protagonistas Naomi Watts, como a Procuradora-Assistente Distrital “Eleanor Whitman”, e Clive Owen como o agente da Interpol “Louis Salinger”, ambos seguindo a pista do(s) assassino(s) dum proeminente banqueiro que a Interpol está a tentar aliciar para fora da IBBC, a "International Bank of Business and Credit".

A IBBC do filme corresponde a dois bancos genuínos, tais como o "Bank for International Settlements", the BIS, ou o BCCI, o "Bank of Credit and Commerce International". O primeiro é o Banco Suiço de elite sentado sob o topo do império bancário mundial em Basle, na Suíça.

Produto do último século de globalização, o historiador do "Council on Foreign Relations" o Dr. Carroll Quigley dá-nos um vislumbre para o seu interior no seu livro "Tragedy and Hope", e discute os "Round Table Groups" de Lord Milner, nos quais o RIIA, o "Council on Foreign Relations", o BIS da elite se baseia. Quigley escreve:

Os poderosos do capitalismo financeiro tinham um plano de longo alcance, e este era nada menos que a criação dum sistema mundial de controle financeiro sob governo de entidades privadas capazes de dominar o sistema politico de todos os países, bem como a economia do mundo como um todo... O seu segredo é que eles tomaram para si, e das mãos dos governos, das monarquias e das repúblicas do mundo, o poder de criar o dinheiro  mundial .... (página 324).

O BCCI foi o conhecido banco-fachada do CIA usado para "lavar" dinheiro envolvido em operações terroristas, tais como o famoso escândalo "Iran Contra". Por essa altura, ele era o 7ª maior banco do mundo e estava envolvido em tudo desde o tráfico de drogas até à burla em massa como forma de financiar operações sombrias por todo o mundo.

O BCCI dificilmente tinha algum tipo de regulamentação, que é precisamente o propósito de qualquer instituição internacional em conjunto com serviços secretos de informação que precisam de financiamento não registado em documentos oficiais. O clipinformativo que se segue sumariza os eventos dos anos 80 que foram o "Iran Contra" e o BCCI:


Portanto, quer o filme esteja a usar o IBBC como o BCCI ou como o BIS, isto é claramente simbólico do sistema bancário mundial que é admitido pelo Dr Quigley como sendo nada mais que um cartel que existe para controlar tudo e todos.

No enredo, Salinger e Whitman localizam o assassino que foi contratado pelo IBBC para matar, inicialmente, um delator bancário, e depois um bilionário traficante de armas Italiano e candidato político, Umberto Calvini. O IBBC monta o assassinato de Calvini de modo a que as "Brigadas Vermelhas" sejam responsabilizadas por ele, algo que ecoa a famosa Operação da NATO com o nome de "Operation Gladio", que incluía operações de rectaguarda onde a responsabilidade dos actos de terrorismo seria atribuída aos comunistas. Tom Tykwer parece estar a criar a alusão de que Gladio e o terrorismo Euro são, na verdade, actos encobertos da elite bancária.

No entanto, os bancos não estão apenas a financiar "o terrorismo de direita"; no centro das intrigas da narrativa é revelado que a IBBC está também a financiar os comunistas do "Revolutionary Freedom Front" da “Nibéria” (Libéria) como forma de lucrar com a desestabilização. Antes de ser assassinado, Calvini revela isto de forma secreta aos investigadores:

O IBBC está para se tornar no único corrector do Terceiro Mundo. Tudo isto resume-se ao controle. O objectivo é controlar a dívida. O valor real do conflito encontra-se na dívida. Controlas a dívida, e tu controlas tudo.

Salinger descobre então que o IBBC contratou o mesmo atirador para assassinar em Bruxelas o chefe do FMI [Fundo Monetário Internacional] Stefan Heuss antes da sua investigação, o que gera um padrão. Através destas conexões, Salinger descobre o atirador bem como e o consultor que o banco contratou para lidar com ele. O Coronel Wexler, ex-Stasi e ex-Comunista, revela a Salinger a forma de pensar do IBBC, o seu suposto inimigo.

A justiça é uma ilusão. O sistema garante a segurança do IBBC. Todos estão envolvidos. Hezbollah, CIA, os cartéis de droga Colombianos, o crime organizado russo, o  Irão, a Alemanha, a China, todos os governos - o teu governo, todas as instituições internacionais precisam dum banco como o IBBC de modo a que possam operar dentro das latitudes cinzentas e negras [da lei].

Raramente se vê uma declaração tão sucinta e tão realista por parte dum enredo de Hollywood. O que o Coronel Wexler diz é precisamente o que acontece e é desta forma que o mundo real funciona. O IBBC e os seus afiliados financiam ambos os lados do conflito de modo a que possam lucrar com a desestabilização através da dívida e da reconstrução. Isto é o que os EUA têm feito em todas as nações-alvo desde o Iraque até a Ucrânia, buscando, em última análise, formas de colocar essas nações sob o controle total do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, ambos sujeitos ao BIS.

Quando Salinger descobre que Jonas Skarssen, presidente do IBBC, tem planos para investir em ambos os lados do conflito Israelo-Árabe através dum traficante de armas Turco, Salinger planeia expor Skarssen e revelar os segredos dos planos de Skarssen aos seus inimigos e à máfia Italiana. Os filhos de Calvini matam o sr White do IBBC, aumentando ainda mais o número de banqueiros mortos. À medida que Salinger localiza Skarssen para o matar, o atirador de Skarssen chega para matar o Coronel Wexler ao mesmo tempo que o atirador dos Calvini, havendo, afinal, usado Salinger para localizar Skarssen, dispara sobre Skarssen.

No total, cinco banqueiros morrem no filme, mas o seu enredo foi escrito por Eric Warren Singer durante os anos 80 e 90, o que revela que ele foi presciente do colapso e socorro bancário de 2008. No entanto, o mais impressionante é a possibilidade do filme de Tywker ter previsto a recente erupção de dezenas de oficiais banqueiros de elite morrerem de um modo súbito e misterioso, supostamente por "suicídio". Max Keiser reportou em Março que mais de 20 banqueiros haviam morrido até então, ao mesmo tempo que ZeroHedge narrou em Março mais das mortes que haviam sido notícia por essa altura:

Não passa uma semana sem que algum banqueiro ou comerciante cometa suicídio. Hoje obtivemos notícias do mais recente e trágico evento desse tipo: no dia 12 de Março do ano corrente Kenneth Bellando, de 28 anos e antigo banqueiro da JP Morgan, actual empregado da Levy Capital e irmão do principal director de investimentos da JPM, saltou para a sua morte do 6º andar do seu apartamento em East Side.

E mais uma jovem vida é tragicamente retirada antes do seu tempo, o 11º profissional da área financeira a cometer suicídio em 2014, e o 3ª em 3 semanas. Quantos mais ainda virão? 

Sumariando, eis aqui a lista das mortes prematuras dos profissionais da área financeira que testemunhamos nos meses mais recentes:

1 – William Broeksmit, 58 anos, e antigo executivo do Deutsche Bank AG, foi encontrado morto na sua casa no dia 26 de Janeiro depois dum aparente suicídio em South Kensington, centro de Londres.

2 – Karl Slym, 51 anos, director-gerente da Tata Motors, foi encontrado morto no quarto andar do hotel Shangri-La em Bangkok no dia 27 de Janeiro.

3 – Gabriel Magee, 39 anos, empregado da JP Morgan, morreu depois de cair do telhado da sede Europeia da JP Morgan European, em Londres, no dia 27 de Janeiro.

4 – Mike Dueker, 50 anos, economista-chefe dum banco de investimento americano, foi encontrado morto perto da Tacoma Narrows Bridge no Estado de Washington.

5 – Richard Talley, 57 anos e fundador da "American Title Services" em Centennial, Colorado, foi encontrado morto no princípio deste mês depois de aparentemente disparar sobre ele mesmo com uma pistola de pregos.

6 – Tim Dickenson, director de comunicação da Swiss Re AG, sediado no Reino Unido, morreu também no mês passado mas as circunstâncias da sua morte ainda são desconhecidas.

7 – Ryan Henry Crane, um executivo da JP Morgan de 37 anos morreu alegadamente por suicídio há apenas algumas semanas. Não foram disponibilizados detalhes alguns sobre a sua morte com a excepção do anúncio orbituário no Stamford Daily Voice.

8 – Li Junjie, banqueiro de 33 anos de Hong Kong, saltou para a sua morte na sede da JP Morgan em Hong Kong.

9 – James Stuart Jr, antigo CEO do "National Bank of Commerce", foi encontrado morto em Scottsdale, Arizona, pela manhã do dia 19 de Fevereio. O porta-voz familiar não disse o que causou a sua morte.

10 – Edmund (Eddie) Reilly, negociante de 47 anos do "Midtown’s Vertical Group", cometeu suicídio saltando para frente dum comboio LIRR.

11 – Kenneth Bellando, negociante de 28 anos que trabalhava para a "Levy Capital", antigo analista da banca de investimento da JP Morgan, saltou para sua morte do 6º andar do seu apartamento em East Side.

Aqui no JaysAnalysis levei em conta a conexão entre os numerosos filmes e os mais recentes eventos como incidentes de "programação predictiva", revelações dos métodos e segredos de comunicação dos serviços secretos. Embora eu não tenha conhecimento certo de que Tykwer e do seu roteiro cinematográfico estavam certamente a prever uma erupção de mortes suspeitas de banqueiros, posso dizer que a ligação é digna de ser ressalvada. Mesmo que a afinidade seja uma coincidência, a mensagem do filme não é: o cartel bancário internacional que controla o mundo foi planeado há muito tempo, e neste caso, a realidade supera a ficção.





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