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sábado, 17 de janeiro de 2015

A Ordem Mundial Andrógena - Parte 3

3ª Parte dum artigo com começou aqui.

Foi durante este ponto baixo da vida de Steinem que Clive S. Gray fez a sua aparição e abriu-lhe as portas da oportunidade. Steinem havia inicialmente conhecido Gray na Índia, Nova Delhi, “onde ele estava a trabalhar ostensivamente numa dissertação de doutoramento em torno do sistema de ensino superior Indiano.” (141). Na verdade, Gray encontrava-se a trabalhar para a CIA, “buscando potenciais agentes para o movimento estudantil” (142).

Gray pediu a Steinem que liderasse o Independent Service for Information durante o Vienna Youth Festival (ISI), que Wilford descreve como “um gigantesco empreendimento estudantil financiado pela CIA iniciado em 1957, com o objectivo de salvar jovens do Terceiro Mundo das garras dos propagandistas comunistas.” (141).

Gray e os outros fundadores do ISI eram antigos oficias da NSA que ansiavam influenciar as jovens e impressionáveis mentes dos participantes do Vienna World Festival of Youth and Students, um evento planeado por um dos chefes do KGB e antigo estudante Alexander Sheljepin (141-142). Segundo Wilford, a proposta de Gray era demasiado boa para Steinem recusar:
A sugestão apelou imediatamente a Steinem, não só porque significava um trabalho remunerado mas também porque oferecia uma saída para o idealismo político que havia renascido dentro dela devido às suas experiências Indianas; poucos depois do chamamento de Gray, ela encontrou-se em New York com outro antigo presidente do NSA transformado em oficial do CIA, Harry Lunn (que, como quase todos os outros jovens homens que haviam entrado em contacto com ela, rapidamente apaixonou-se por ela). 
Depois disto, ela viajou para Cambridge, sítio onde foi entrevistada por dois antigos vice-presidentes para Assuntos Internacionais do NSA, Len Bebchick e Paul E. Sigmund, Jr., bem como com um advogado de Boston chamado George Abrams
Por volta de Janeiro de 1959, ela haVia ocupado a posição de Directora para a Independent Service for Information, com escritórios em Harward Yard, e um salário de $100 por semana, mais $5 per diem visto "as rendas em Cambridge eram muito elevadas" (um subsídio generosa estabelecido pelo apaixonado Lunn). (142)
Steinem não era uma agente involuntária ou uma pessoa mal informada mas sim alguém bem ciente do facto da CIA estar a controlar a sua vida. Wilford elabora:
Em relação à própria Steinem, ela tornou-se mais alerta quando começou a fazer perguntas em relação ao financiamento do ISI; agentes do CIA à paisana explicaram-lhe que os financiadores de Boston e as fundações que aparentemente subsidiavam o empreendimento eram, na verdade, caminhos através dos quais chegavam financiamentos oficiais secretos.(142)
Nas semanas antecedentes ao festival, Steinem e o seu staff do ISI enviaram panfletos e fichas técnicas aos estudantes que planeavam estar presente no evento (143). A ajudar Steinem estava o executivo da Time, Inc., C.D. Jackson, o mestre da guerra psicológica "que secretamente se ofereceu para coordenar uma gigantesca propaganda anti-festival em prol da CIA, envolvendo a Radio Free Europe, repórteres da Time, e ministros Austríacos" (143). Quando a CBS cancelou os planos para um documentário de uma hora sobre o festival, Jackson veio em socorro de Steinem, tentando convencer o presidente da CBS Frank Stanton a reconsiderar (143). Jackson foi muito bem sucedido em gerar apoio para os esforços do ISI no festival (143-144).

Muitos pesquisadores esquerdistas caracterizaram a CIA como uma colecção de arqui-conservadores que inclinações fascistas. No entanto, o relacionamento da CIA com Steinem revela uma imagem totalmente diferente. Falando para o Washington Post em relação à sua relação com a CIA, Steinem declarou:

Segundo a minha experiência, a Agência [CIA] era totalmente diferente da sua imagem; ela era liberal, pacífica e honrada. (147)

Falando do Vienna Youth Festival, Steinem disse ao New York Times:

Fiquei feliz em encontrar muitos esquerdistas no governo desses dias, e eles eram pessoas perspicazes e preocupavam-se o suficiente para fazer com que Americanos com os mais variados pontos de vista políticos viessem ao festival (147).

Aparentemente, Steinem viu poucas diferenças entre a sua mensagem radical e as crenças mantidas por muitos dentro das fileiras da CIA.

Embora ela fosse anti-Soviética, a CIA não era necessariamente contra as ideias radicais e revolucionárias. A colaboração íntima com Steinem claramente ilustra este ponto. O facto de Steinem buscar destruir o casamento tradicional bem como a família nuclear não parecia alarmar a CIA. A Agência não se parecia importar com o facto das pessoas se radicalizarem, desde que a Agência controlasse a campanha de radicalização e seleccionasse a doutrina revolucionária que seria propagada.

A CIA pode até ter desenvolvido um pedigree radical que até incluía ideias Marxistas. Este pedigree teve início com o precursor da CIA, o Office of Strategic Services (OSS). O General William “Wild Bill” Donovan, o chefe do OSS, não se opunha à contratação de comunistas (Smith 9), justificamdo esse ideia invocando a ameaça dos poderes do Eixo (9). Uma vitória Aliada, contendia Donovan, tinha que ser obtida a todo o custo.

Para Donovan, preocupações em torno duma subversão comunista tinham que se subordinar ao objectivo maior de vencer a Segunda Guerra Mundial. Donovan chegou a dizer a um assistente do OSS que "Eu seria capaz de colocar Estaline na folha de pagamentos da OSS se isso nos ajudasse a vencer Hitler" (9). O resultado deste tipo de pensamento foi que a OSSA era "muito tolerante em relação às ideias da esquerda política"  (9). Posições estratégicas e sensíveis durante o tempo de guerra não se encontravam fora do radar para comunistas e Marxistas. O autor Richard Harris Smith elabora:
Um ex-Comunista duma safra mais antiga correctamente declarou: "No Office of Strategic Services… a contratação de pró-Comunistas era aprovado por pessoas ao mais alto nível, desde que eles fossem adequados para um trabalho específico." A OSS frequentemente aceitava os serviços de entusiastas Marxistas desde que eles não fizessem tentativas de ocultar as suas afiliações políticas. (9)
Donovan não só deu pouca importância às afiliações políticas dos empregados do OSS, como buscou de modo activo comunistas para recrutamento e como forma de lhes dar emprego. A dada altura, o Federal Bureau of Investigation (FBI) "presenteou triunfantemente o general com dossiers em torno de três empregados do OSS com afiliações ao Partido Comunista, e exigiu a sua expulsão da organização" (9). Em resposta às evidências apresentadas pelo FBI, Donovan declarou:

Eu sei que eles são Comunistas. É por isso mesmo que eu os contratei

Depois da Segunda Grande Guerra, a OSS passou a ser a CIA.

Dado o seu pedigree revolucionário e radical, não é surpreendente que a Agência tenha contratado Steinem, uma feminista radical que caracterizava a moralidade e o tradicionalismo como maquinações da opressão masculina. Embora tanto o CIA e Steinem fossem contra a União Soviética, eles não eram necessariamente contra o Marxismo. Tal como a CIA a quem ela servia,  abraçou as ideias e os conceitos Marxistas. Steinem chegou a admitir que a sua oposição à cruzada comunista do Senador Republicano Joseph McCarthy levou a que ela adoptasse  o Marxismo (Mitchell 130). O Marxismo Cultural era um elemento importante da campanha de engenharia social  levada a cabo pelos Rockefellers, pela CIA, e por Steinem.

A escolha de aliados por parte de Steinem é especialmente irónica à luz da misoginia endémica presente no Establishment. Por exemplo, os Rockefellers dificilmente podem ser caracterizados como pessoas particularmente simpatéticas com o sofrimento da mulher moderna. Se as palavras de Nicholas Rockefeller ditas a Russo foram realmente proferidas, então torna-se dolorosamente aparente que os motivos da oligarquia dinástica de financiar a ascenção do feminismo foram puramente pragmáticas.

Mais ainda, o feminismo nasceu dum útero com uma perspectiva misógina, uma realidade paradoxal enfatizada pelas inspirações Gnósticas do movimento. Não podemos esquecer que, segundo a criatologia Gnóstica,  a raça humana tem que agradecer a um Aeon feminino (Sofia) pelo seu dilema colectivo. A consciência defeituosa que que supostamente preside sobre o intrinsecamente corrompido cosmos físico emanou do seu ser. Tal criatologia dificilmente é lisonjeira para as mulheres.

Esta misoginia é explicitamente expressada pela revisão Gnóstica de Cristo no pseudepigráfico Evangelho de Tomás:
Simão Pedro disse a todos os outros discípulos: "Deixem Maria Madalena ir embora do meio de nós porque as mulheres não são merecedores de vida." Jesus disse: "Reparem, eu irei orientá-la de modo a que eu a possa transformar num homem; de modo a que ela, também, ao se tornar num homem se possa tornar num espírito vivificador semelhante a vocês machos. Porque todas as mulheres que se transformarem em homens irão entrar no Reino dos Céus.
Portanto, o feminismo originou-se numa heresia misoginia. Não é surpreendente que esta ideologia inerentemente misândrica partilhe tanto com a ordem misógina que ela ostensivamente se opõe. Em última análise, a hegemonia buscada pelos interesses oligárquicos do Establishment não se centram em nenhum dos géneros.

A androginia estipula não só a destruição da masculinidade, mas também da feminidade. Desta forma, a misândria e a misoginia são perspectivas meramente provisórias em seguimento para a androginia.

Nenhuma das duas dá ênfase à dinâmica operacional complementar servida pela outra. Em vez disso, ambas buscam a supremacia. A tensão dialéctica entre as duas tem como propósito minar gradualmente o género como determinante definidor da identidade humana.

Uma vez que a identidade encontra-se indissoluvelmente associada ao género, ela tem que ser destruída. Afinal de contas, servos não precisam de identidades pessoais.

A ordem mundial que está a ser consagrada pelas elites depravadas não será populada nem por machos nem por fêmeas. Essencialmente, se a elite depravada materializar a sua visão escatológica do mundo, ele será populada por uma nova raça desumana. 

Fontes citadas




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A Ordem Mundial Andrógena - Parte 2

Continuação dum artigo iniciado aqui.

Apesar das objecções juvenis, é um facto médico inevitável que relações sexuais depravadas fazem-se acompanhar por certos riscos de saúde. No topo destas formas depravadas de relação sexual encontra-se o sexo anal, práctica exercida prolificamente no meio social homossexual e em certos quadrantes heterossexuais pouco convencionais. Independentemente da forma ruidosa como estes enclaves possam colocar objecções, o facto é que até muitas autoridades médicas seculares concordam que o sexo anal é prejudicial. Uma dessas autoridades é Robert I. Krasner, Professor Emérito no Departamento de Biologia no Providence College. Ele escreve:
Alguns comportamentos sexuais são considerados mais prejudicais e mais arriscados que outros. O sexo anal é o mais perigoso uma vez que o revestimento do  ânus está mais sujeito a rompimentos e lesões que o revestimento da vagina, o que permite que o vírus da SIDA, e outros micróbios, tenham uma passagem mais facilitada para o sangue. (416)
Claro que pesquisas objectivas raramente dissuadem aqueles que acreditam a realidade se irá re-ajustar como forma de acomodar o hedonismo. Esta mentalidade é exemplificada pela auto-declarada "professora do sexo" Debby Herbenick, que promove o sexo anal como "forma de se explorar e realizar as fantasias com o amante"  (11).

À luz dos óbvios riscos médicos inerentes a tal forma de relação sexual, tal promoção revela uma recusa infantil de comungar com a verdade segundo os seus próprios termos. Ao contornarem estes factos inconvenientes em relação a prácticas [sexuais] perigosas, os revolucionários conjuram uma disjunção fictícia entre o género e o sexo. O propósito final é o de racionalizar a rejeição da imutável ordem natural , e consagrar os seus próprios apetites.

A sustentar o divórcio entre o sexo e o género encontra-se uma pervasiva visão disteleológica. Através desta lente interpretativa, a biologia passa a ser um mero acidente do tempo. O facto de alguém ser macho ou fêmea é consequência de forças cegas e sem finalidade a se imporem a elas mesmas sobre máquinas compostas de carne. Ironicamente, os defensores de tal perspectiva dão a sua aprovação à teoria da evolução, que é irredutivelmente teleológica.

Independentemente do quanto que o evolucionista possa levantar objecções, o facto é que o processo evolutivo progride rumo a um telos. Tal progressão pressupõe a orientação dum agente racional. É terrivelmente complicado invocar forças cegas e sem propósito ao mesmo tempo que se postula um sistema com design intricado. Portanto, mesmo que a biologia seja o resultado duma evolução, as classificações biológicas de macho e fêmea dificilmente se qualificariam como acidentes.

Mais ainda, este retrato disteleológico do universo não tem qualquer significado, para além de ser auto-refutante. Aquele que alega que a existência não tem propósito ["meaningless"] tem primeiro que assumir que a sua proclamação disteleológica tem algum sentido. Se o universo realmente não tivesse algum tipo de significado, então ninguém poderia expressar tal ponto de vista de modo significativo.

Claramente, o universo tem um significado porque de outra forma até as argumentações disteleológicas não poderiam ser coerentemente transmitidas. Esta contradição interna da perspectiva disteleológica desmentem os verdadeiros motivos da pessoa que a invoca. Esses motivos são articulados de forma bastante cândida por parte de Aldous Huxley:
Eu tinha motivos para querer que o mundo não tivesse significado. Para mim, e sem dúvida para a maioria dos meus contemporâneos, a filosofia da insignificância era essencialmente um instrumento de libertação. A libertação que desejávamos era ao mesmo tempo a libertação dum sistema de moralidade. Nós éramos contra a moralidade porque ela interferia com a nossa liberdade sexual. Nós colocávamos objecções ao sistema político e económico porque o mesmo era injusto. Os defensores destes sistemas alegam que de alguma forma eles incorporavam o significado - significado Cristão, insistiram eles - do mundo. Havia um método  admirável de confundir estas pessoas e ao mesmo tempo justificar a nossa revolta política e erótica. Era negar que o mundo tivesse algum tipo de propósito. (270)
Os objectivos da "revolta política e erótica" são feitos ostensivamente sustentáveis através da “filosofia da insignificância.” A divisão entre o sexo e o género depende também de tal disteleologia. Essencialmente, "filosofia da insignificância" esconde os objectivos revolucionários. As variadas organizações feministas e lgbti que se encontram actualmente a re-esculpir a civilização Ocidental nutrem objectivos revolucionários semelhantes. Isto ressalva mais uma contradição endémica da dicotomia sexo/género.

A alegação de que o género é uma construção social é auto-refutante visto que ela é, essencialmente, o produto de movimentos (em particular as variadas organizações feministas e lgbti) que estão eles mesmos a avançar com o seu conjunto de construções sociais. Logo, a alegação é ela mesma uma construção social. Uma vez que as construções sociais são vistas, na melhor das hipóteses, como mutáveis, e na pior das hipóteses, falsas, somos levados a concluir que a caracterização do género como construção social é feita insustentável através do seu próprio critério de aceitabilidade.

Ao assumirmos que o género é uma construção social estamos a cometer a Falácia Genética ao pressupor a sua falsidade com base nisso. Ressalvar o possível ponto de origem duma crença não torna essa crença falsa. Podemos alegar que avisar as pessoas para evitar falar com estranhos é uma construção social, mas muito poucas pessoas iriam considerar ignorar tal admoestação paternal só porque a mesma se possa ter originado através da práctica social ou cultural. De facto, as categorias de género podem ter surgido através de prácticas culturais e sociais porque a dada altura a sociedade ou a cultura reconheceram certas verdades imutáveis. Uma dessas verdades imutáveis é que a natureza e a biologia não se re-ajustarão como forma de acomodar os desejos daqueles que tencionam redefinir os parâmetros da sanidade sexual.

Muitas pessoas de todo o espectro político já ressalvam o papel do feminismo como agente destrutivo para mudanças sociais. Fontes tão diversas como o comentarista de rádio direitista Rush Limbaugh e a dissidente feminista Camille Paglia já comentaram as formas através das quais o movimento feminista - em particular a segunda vaga feminista que teve início nos anos 60 - causou uma deserção da sanidade sexual e a erosão da estabilidade social. Poucos, no entanto, escreveram ou falaram das origens do  feminismo juntos das esferas ocultas da politica e dos serviços secretos.

O facto do feminismo moderno ter sido cultivado no invisível mundo das elites depravadas e dos serviços secretos criminalizados não pode ser rejeitado como fantasia paranóica. O Americano Aaron Russo, famoso e falecido produtor de filmes, pode ter aprendido uma porção da história oculta do feminismo durante uma entrevista com que ele teve com Nicholas Rockefeller, membro da infame dinastia Rockefeller. Alguns desmistificadores e cépticos patológicos afirmaram que Nicholas Rockefeller nada mais era que uma invenção da imaginação de Russo, no entanto, Nicholas Rockefeller é uma pessoa real, tal como evidenciado pela seguinte biografia disponibilizada pela  Bloomberg’s Businessweek:
O sr Nicholas Rockefeller tem sido Director da companhia desde 1999. O sr Rockefeller é um advogado na firma legal Troop Meisinger Steuber Pasich Reddick & Tobey, LLP, e tem estado com a firma desde 1997; antes disso, ele esteve envolvido durante 10 anos na práctica privada de Direito. O sr Rockefeller é também o Managing Principal do Rockvest Development Group e a sua afiliada, o Rockefeller International Fund, que susupervisionas investimentos em valores mobiliários negociados publicamente e empresas privadas, para além de manter uma carteira de activos de capital de risco. 
O sr Rockefeller é também Presidente da Rockefeller Asia, uma empresa de serviços financeiros. Ele é também Membro do Conselho Consultivo do RAND Center for Asia Pacific Policy. O sr Rockefeller é membro das barras legais da Califórnia e de Washington, D.C., e tem um J.D. da Yale Law School
O sr Rockefeller é o administrador do SHMNM Investment Trust, que é actualmente accionista da Companhia e que foi estabelecida nos termos dum acordo entre accionistas entre o sr Nicholas Matzorkis e a Kushner-Locke Company. O sr Rockefeller foi eleito director da Companhia, como director designado através da confiança de termos dum acordo entre os accionistas.(“Company Overview of RAND Center for Asia Pacific Policy: Nicholas Rockefeller”)
Para além de provar que Nicholas Rockefeller não é ficção, a biografia da Businessweek dá também aos leitores a ideia do estatuto e da posição que este membro particular da dinastia Rockefeller ocupa junto dos círculos da elite. Nicholas Rockefeller não é um homem de negócios de baixo estatuto ou alguém que é alimentado por último; tal como muitos membros da dinastia Rockefeller, Nicholas é alguém com voz de peso.

Segundo Russo, o Movimento de Emancipação das Mulheres surgiu como tópico durante uma das suas visitas à residência de Nicholas Rockefeller. Alegadamente, Nicholas perguntou a Russo "Qual é o propósito do Movimento das Mulheres?" (“Reflections and Warnings – An Interview with Aaron Russo”). Russo deu a resposta amplamente propagada, declarando que a Emancipação das Mulheres centrava-se "no facto das mulheres terem o direito a trabalhar, receber o mesmo que os homens, da mesma forma que elas ganharam o direito ao voto" (ibid). Russo alegou que Nicholas Rockefeller começou a rir e chamou a Russo de "idiota" (ibid).

Rockefeller disse então a Russo que a dinastia Rockefeller havia financiado a Emancipação das Mulheres com dois objectivos em mente (ibid). O primeiro objectivo era, segundo Russo, trazer as mulheres para o mercado de trabalho de modo a que uma maior percentagem a população pudesse ser tributada (ibid). O segundo objectivo, afirmou Russo, era o de desintegrar a família nuclear de modo a que as crianças começassem a olhar para o Estado como a sua família (ibid).

A comunidade dos Serviços Secretos parece ter desempenhado uma papel significativo na campanha de engenharia social que Rockefeller descreveu a Russo. Durante muitos anos. a dinastia Rockefeller tem estado imersa no mundo dos Serviços Secretos. Durante a Guerra Fria,foram estabelecidos laços íntimos entre a Fundação Rockefeller e os círculos dos Serviços Secretos Americanos. O autor Frances Stonor Saunders partilha alguns detalhes deste casamento profano: 
A convergência entre os milhares de milhões dos Rockefellers e o governo Americano excedeu até a que existia com a Fundação Ford. John Foster Dulles e mais tarde Dean Rusk passaram ambos de presidentes da Fundação Rockefeller para secretários de Estado. Outros nomes pesados da Guerra Fria tais como John J. McCloy e Robert A. Lovett emergiram de modo proeminente como pessoas de confiança dos Rockefellers. 
A posição central de Nelson Rockefeller nesta fundação garantia um relacionamento próximo com os círculos dos Serviços Secretos: ele havia sido o responsável por toda actividade dos Serviços Secretos na América Latina durante a Segunda Grande Guerra. Mais tarde, o seu sócio no Brasil, o Coronel J.C. King, tornou-se chefe da CIA em operações clandestinas no hemisfério Ocidental. 
Quando Nelson Rockefeller foi nomeado por Eisenhower para o National Security Council em 1954, a sua função era a de aprovar as várias operações secretas. Se por acaso ele precisasse de informação adicional em torno das actividades da CIA, ele pura e simplesmente poderia perguntar ao seu antigo e bom amigo Allen Dulles por um briefing directo. Uma das mais controversas destas operações foi o programa de pesquisa em torno do controle mental levado a cabo durante os anos 50 pela CIA com o nome de MK-ULTRA (ou "Candidato Machuriano"). Esta pesquisa recebeu financiamento por parte da Fundação Rockefeller. 
Operando o seu próprio departamento de Serviços Secretos durante a guerra, Nelson Rockefeller havia estado ausente das fileiras da OSS [Serviços Secretos Americanos], e de facto havia formado uma inimizade para toda a vida com William Donovan. Mas não havia qualquer tipo de preconceito contra os veteranos da OSS, que foram recrutados em massa pela Fundação Rockefeller. No ano de 1950, o antigo membro da OSS Charles B. Fahs tornou-se chefe da divisão de humanidades da fundação. O seu assistente era outro veterano a OSS, Chadbourne Gilpatric, que chegou à fundação directamente da CIA. (120-21)
A Central Intelligence Agency (CIA) não desempenhou um papel menor na ascenção duma das mais importantes vozes da segunda vaga do feminismo, Gloria Steinem. Steinem cruzou-se com a CIA durante o Outono de 1958, por uma altura em que a sua trajectória dificilmente sugeria algum tipo de grandiosidade.

Steinem havia regressado recentemente duma viagem de bolsa de estudos para a India (Wilford 141). Durante a sua estadia na Índia, Steinem “havia feito amizade com Indira Gandhi e a viúva do humanista revolucionário M.N. Roy (141).

A sua exposição à grandiosidade não havia, no entanto, resultado numa elevação social. Segundo o autor Hugh Wilford, Steinem “estava a ter dificuldade em encontrar um emprego gratificante” (141). Steinem “viu-se reduzida a dormir no chão dos apartamentos de amigos ao mesmo tempo que buscava um emprego em New York” (141).


(Continua na 3ª Parte)



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